ENTREVISTA: Pierre, Jeff e David conversam com o Rock Freaks
O site RockFreaks fez uma entrevista com a banda canadense Simple Plan durante os shows realizados na Suécia e Amsterdã, com a turnê européia em resultado no novo álbum auto-entitulado. Confira abaixo a tradução completa:
É engraçado chegar na entrada da Loja Vega em Copenhagem mais ou menos às 14h15 e ver centenas de fãs esperando as portas serem abertas lá pelas 19h00.
É correto afirmar que o Simple Plan conseguiu o que queria, eles tornaram-se os rock stars do momento. Assim que um representante da Warner me levou até a banda no backstage, um dos membros estava sendo preparado para uma entrevista por vídeo com a MTV Nordic com a maquiadora.
E há provavelmente mais pessoas no backstage do que eu já vi com todas as outras bandas nessas mesmas condições de entrevistas. Mas então essa banda veio até mim de um modo tão humilde, com certeza a banda mais amigável que eu já conheci.
Eles lembraram quem eu era mesmo depois de nossa entrevista há três anos atrás, em Silverstein. Como a entrevista começou após de uma sessão com a MTV no lobby, nós sentamos em alguns sofás aconchegantes por lá, nos expondo para todos os fãs do lado de fora, o que resultou em muita gritaria enquanto a banda sorria e mandava beijos, durante toda e entrevista.
No entanto eu estava pronta para bricadeiras, em uma entrevista interessante com o vocalista Pierre, o guitarria Jeff e o baixista, David.
Olá! Obrigado pela entrevista. Antes de tudo vocês poderiam se apresentar para os leitores?
Todos: Obrigado você! Sem problemas!
Pierre: Eu sou o Pierre, o vocalista da banda.
Jeff: E aí, aqui é o Jeff, eu toco guitarra na banda.
David: Eu sou o David, toco baixo e faço back vocals, e nós somos o Simple Plan!
O que está acontecendo com o Simple Plan no momento?
Pierre: Atualmente, uma grande turnê européia. Nós começamos a turnê há alguns dias atrás na Finlândia, e tocamos na Suécia ontem. Estaremos nos apresentando com ela durante o próximo mês e meio. Basicamente nosso álbum acabou de ser lançado, então estaremos fazendo turnê nos próximos dois anos. É mais ou menos isso que está rolando e o que vem pela frente.
Jeff: Bom, nós gravamos um video para a música Your Love Is A Lie. Será lançado logo, logo, mesmo porque nós vimos a edição final há alguns dias atrás, então... estou muito, muito, muito feliz com esses vídeo, será um clip legal.
David: Eu também!
Vocês estão com a Turnê Européia agora, então o que está acontecendo e quais suas expectativas para o resto dela?
Pierre: Está sendo ótimo. Na verdade os dois primeiros shows estavam esgotados e foram um dos melhores que já fizemos, na minha opinião.
Jeff: Nós começamos a turnê em bom estilo, tenho que dizer sobre a Finlândia.. Foi demais… O público foi maravilhoso, havia muita energia rock, fomos abençoados com isso. Na Suécia foi ótimo também, e agora aqui, tenho boas memórias desse local.
David: Yeah, nós chegamos há algumas horas atrás e faremos um show essa noite. Tocamos na mesma casa de shows a última vez que encontramos você. Estamos a caminho de Amsterdã essa noite, infelizmente não ficaremos aqui. Não teremos tempo para andar de bicicletas, fica para a próxima! (risos)
Jeff: Christiana certo? Yeah!
Vocês estão juntos há nove anos. Como é estar no Simple Plan e, como foram as mudanças através dos anos?
Pierre: É demais! Quero dizer, está sendo ótimo, você sabe, estamos juntos há tanto tempo, somos amigos para sempre. Para nós, é como um sonho. Quando você começa uma banda ainda no colegial, você sempre espera que isso aconteça, e isso aconteceu conosco. Somos amigos há muito tempo, tocamos juntos, somos sortudos o bastante para ter sucesso em todo o mundo. Continuamos gravando álbuns, continuamos fazendo nossa música, as pessoas ainda se importam conosco, continuam indo aos nossos shows... Então é como se fosse aquele sonho de toda banda.
Jeff: É o tipo de mudança óbvia desde que começamos, porque antes nós não podíamos ser presos se tentássemos na maioria dos países e...
Pierre: Agora nós somos presos sempre!
Jeff: Toda hora. Yeah, eu vou para a cadeia freqüentemente! Quero dizer, em todos os cantos do mundo nós temos fãs, você sabe, então acho que podemos tocar em todos os lugares como Pierre disse. É demais. Foi isso o que mudou.. E eu também posso pagar minha conta telefônica agora, o que é legal!
Os dois primeiros álbuns de vocês foram praticamente todo pop punk, digamos, considerando o novo como um pouco mais comercial, mais produzido, com algumas músicas mais lentas, mais lentas do que vocês já haviam feito antes. Então isso me faz perguntar, como vocês se sentem sobre os dois primeiros CD’s atualmente?
Jeff: Eu me sinto ótimo com os dois discos. Quando você está fazendo um disco, você faz o seu melhor... E eu acho que nessa banda nós somos todos perfeccionistas, e quando fizemos aqueles discos, era o melhor que podiamos alcançar naquela época e, colocamos nossos corações naquele projeto. Quero dizer, nós temos motivo de nos orgulhar o suficiente das músicas antigas que poderíamos passar a turnê com elas para sempre, você sabe. Claro que quando você cresce, há outros assuntos para se falar e, em todos os álbuns você pode perceber esse progresso. Mas obviamente esse novo disco traz diferentes elementos de outros gêneros de música, há mais experimentos, mais diversidade. Acho que é um disco que queríamos fazer no momento. Não significa que estamos olhando o passado e que não gostamos dos nossos primeiros discos. Há uma energia no primeiro CD que nós nunca conseguiremos capturar novamente, porque era nosso primeiro, foi algo inexplicável o que aconteceu lá. Foi bastante ingênuo, você sabe. Agora nós sabemos um pouco mais sobre o que estamos fazendo e que tipo de shows. São duas áreas diferentes, você sabe. Há uma analogia sobre isso, mas quando você faz um disco é como se fosse uma foto de você naquela época. Quando eu tinha 14 anos, tinha cabelos longos e usava jaquelas desgastadas, era eu naquele tempo. Eu não olho meu passado e penso que eu era isso, você sabe, repugnante ou feio. Era eu.
Pierre: O passado era legal!
Jeff: Era demais. Todas aquelas camisas de flanela, cara, estavam na moda e, estão voltando, não deveriam! (risos).

Os dois primeiros albums venderam um total de 7 milhões de cópias ao redor do mundo. Podemos dizer que vocês 'conseguiram o que queríam' como banda?
Pierre: Creio que sim. Acho que definitivamente, você sabe, quando estivermos velhos, 50 ou 60 anos e tivermos filhos, talvez grandes já, estaremos definitivamente prontos para dizer que tivemos uma banda de sucesso, com vários discos em casa, o que é também uma ótima memória e lembrança.
David: Uma prova!
Pierre: Yeah, uma prova! Quando você tem discos de platina em casa, é muito bom. Mas você sabe que eu acho que fomos muito sortudos em ter todo esse sucesso, nós trabalhamos muito para isso, nós realmente gostamos do que fazemos e, colocamos nossos corações nisso. Acho que definitivamente conseguimos.
Jeff: Não somos o tipo de banda que pega coisas como garantia.
Pierre: Queremos sempre mais!
Jeff: Queremos sempre mais, e acho que sempre temos a sensação de provar para nós mesmos.
Pierre: E você quer continuar com o que já tem, você sabe, você quer todos os fãs que compraram os álbuns anteriores, você quer que eles te acompanhem. Esse é sempre o objetivo, ter sempre os mesmos fãs com você.
David: A verdade é que é como se fosse nosso primeiro ano em turnê, você sabe. Nós temos conquistado novos fãs e mantendo os antigos.
Vocês decidiram colocar no novo álbum o mesmo nome da banda. Normalmente quando as bandas fazem isso, é para ser marcado como parte da carreira. É assim que vocês se sentem com o novo CD em geral, esse é definitivamente uma parte da carreira de você, então?
David: Nós queríamos a capa toda preta e chamá-lo de 'O Álbum Negro', mas ouvimos que o Metallica já tinha feito isso.
Pierre: Acho que nós só queríamos... Quero dizer, nós trabalhamos tanto nesse álbum, e pareceu o certo, você entende. Querímos fazer uma separação entre nossos dois discos anteriores e esse, porque é um pouco diferente, muito mais experimental. Tendo isso em vista os dois primeiros parecem engraçados, nós queríamos poder dizer "Ok, obviamente este é o disco mais diferente". Mas acho que isso define a banda, porque nós pegamos tudo o que já tínhamos feito e, levamos ao extremo. As músicas pop punk rápidas, continuam lá, mas ao extremo. Há também baladas lentas, dos anos 80, tudo ao extremo. Tem todos os tipos, então creio que definitivamente esse define a banda.
Você pode me dizer um pouco sobre como o disco foi lançado?
Pierre: A partir de muito trabalho, muitos experimentos.
David: Um longo processo.
Pierre: Nós passamos um ano escrevendo, fazendo demos e, tentando diferentes idéias, então essa foi a principal diferença entre este e os anteriores. Nós dedicamos muito mais tempo.. Passamos muito mais tempo pensando e muito mais tempo tentando descobrir o que queríamos fazer para aí então gravar. Gastamos muito tempo fazendo absolutamente nada, apenas sentados em um quarto e pensando sobre que diabos podemos fazer para se tornar interessante e nos manter animados com a música e manter nossos fãs interessados, e nos desafiar como compositores também.
Jeff: O atual processo de fazer esse disco em estúdio, gravá-lo, foi muito legal. Para mim, tenho que dizer, foi sem dúvidas meu álbum favorito de se fazer. Trabalhamos com um cara chamado Fortman, Dave Fortman. Ele produziu os discos do Evanescence, do Mudvayne. Álbuns pesados, mas ele entendeu a mistura de elementos eletrônicos com o rock, juntando os dois. Ele conseguiu captar isso. E para falar a verdade, ele é um grande ser-humano, uma criança engraçada.
David: Ele também fazia parte de uma banda chamada Ugly Kid Joe há alguns anos atrás. Eles fizeram muito sucesso.
Jeff: Acho que ele continuou com aquela coisa jovem dentro dele, e isso aparece em tudo o que ele faz, você sabe. O tanto que ele é meticuloso e sério fazendo música, em um segundo ele faz graça de tudo. E isso faz com que se crie uma ótima atmosféra. Nós também gravamos o álbum em casa, que foi um luxo que eu adorei.
Você já comentaram sobre isso. O novo álbum tem vários elementos e influências que não tínhamos ouvido do Simple Plan antes, por exemplo, as letras de R&B, batidas de hip-hop e coisas assim. De onde vieram as influências para o novo disco?
David: De tudo, você sabe, nós...
Jeff: Está bem diversificado, com certeza.
David: Acho que todos nós ouvimos todos os tipos de música sempre, e até mesmo algumas influências que fomos assistir.. o show do Justin Timberlake e coisas do tipo. Nós continuamos ouvindo sobre Danger que foi a arma secreta do Timbaland, você sabe, e para falar a verdade acho que ele está se dando bem por si só, trabalhando com a Madonna e Duran Duran e outros tipos assim. Mas isso foi algo realmente novo que trouxe alguns toques para nós, como você disse.
Pierre: Agora como músicos, quando tentamos escrever uma música, ou tentamos fazer com que um álbum caminhe, não pensamos nisso como se fosse isso, ou se será igual uma influência. Nós pegamos tudo o que já ouvimos em nossas vidas inteiras e nos inspiramos... você sabe, o pegamos tudo o que gostamos e, fazemos algo que acreditamos ser bom. Pode ser qualquer coisa dos anos 80 até coisas atuais de No Doubt até Weezer, Green Day, U2, você sabe, Pearl Jam, Bad Religion, Face To Face, tudo isso.. É uma parte do que nós somos, é tudo parte de nossa música e, isso aparece em diferentes partes das músicas.

Considerando que ambos os últimos discos tiveram grande sucesso, quero dizer, considerando as 7 milhões de cópias vendidas.. O que fez vocês decidirem que "Ok, gente, vamos escrever mais do que pop punk"?
Jeff: Para falar a verdade, acho que a razão é muito simples. Nós apenas queríamos continuar animados com nossa música, mantê-la fresca...
Pierre: Acho que nós sempre tentamos fazer isso, até mesmo no disco anterior, teve uma música chamada Untitled que virou single, que havia piano, vocal, e cordas na música inteira, o que é bem diferente para nós, você sabe. Então nós sempre fomos aquela banda que tenta se superar e não acho que não fizemos isso nos dois primeiros, que foram apenas pop punk. No primeiro CD, havia a música Perfect, que é uma balada lenta. E também uma outra chamada Meet You There, que é meio U2. Nós sempre tentamos fazer o melhor e ser um pouco mais experimental.
Sua nova música, Your Love Is A Lie, começa com um vocal parecido com a do Green Day, Boulevard Of Broken Dreams. Quando eu estava ouvindo, pensava nas duas. Vocês são apenas grandes fãs do American Idiot, porque eu acho que o álbum todo é muito parecido com ele?
Pierre: Yeah. Acho que em músicas, músicas pop, você pode sempre encontar algo que pareça igual. Para mim, essa música parece mais com o Oasis, e um pouco de Madonna. Música pop, solos, são todos parecidos. Já foram usados, você não está fazendo nada novo. Então nem tente.
David: É na verdade um pedaço de Boulevard Of Broken Dreams com a música do Oasis junto.Sim, eu ouvi essa também.
Pierre: Yeah, então é tudo meio parecido, e você pode sempre encontrar semelhanças. Eu lembro de uma música do Sum 41 que, para mim, soa exatamente como Nickelback e Linkin Park. Porque é isso que a música pop é!
David: System Of A Down.
Pierre: Até mesmo com Os Beatles, as pessoas estão fazendo a mesma coisa de um outro modo, e é isso o que acontece.
David: Você não pode reinventar a roda, mas pode torná-la melhor.Pierre: Mas isso não é algo intencional, acho que foi uma melodia que pareceu como isso e, a progressão das cordas é algo clássico e será usado para sempre.
Jeff: Eu sinto que as bandas fizeram álbuns muito ambiciosos nos últimos dois anos. Você pensa no Fall Out Boy, no Green Day, no...
David: My Chem!
Jeff: My Chemical Romance. Todos os discos são assim.. Trouxeram um novo nível de ambição para o rock and roll. Nos anos 70 você tinha algo do Pink Floyd, do.. tanto faz, você sabe, as grandes bandas fizeram todos mudar de nível. Acho que esses caras fizeram a mesma coisa aqui. Eles tiveram ótimas ambições, conceitos, eles trouxeram coisas diferentes para a própria música. E nós querímos fazer um disco que fosse ambicioso também. Sem ser totalmente influenciados musicalmente por esses caras, eles tiveram sua participação. Queríamos encontrar nosso próprio eixo, queríamos descobrir nossa identidade como banda, e queríamos fazer coisas grandes, maiores que a vida. Então yeah, este é nosso álbum ambicioso e, nesse ponto acho que Green Day, Fall Out Boy, My Chemical Romance nos influenciaram, de um jeito abstrato, conceituado.
Vocês nunca foram os queridinhos da mídia. Basta nós olharmos as críticas pela internet, na verdade as que eu encontrei, sobre o novo álbum. Então, os críticos são todos surdos?
Pierre: Você sabe, eu acho que tem, definitivamente, alguma coisa com os jornalistas e críticos que os fazem gostar de odiar algo que soa... bom. Não é tipo.. Quero dizer, repare em bandas como, ok, qual era mesmo aquela banda? Polar alguma coisa... Ou Twist alguma coisa..
Jeff: Oh a banda inglesa?Pierre: Arctic Monkeys! Oh essa banda foi a melhor coisa desde que a vida começou, segundo todos os críticos. Onde eles estão agora? O que estão fazendo? Quero dizer... Os críticos gostam de encontrar alguma coisa que as pessoas não vão... Você sabe, há coisas diferentes tipo "Oh, eles arrasaram gravando aquilo!" "Wow, eles são geniais!" Nós apenas escrevemos músicas pop com energia do rock. Muitas vezes os críticos não gostam disso.
Jeff: Eu ia dizer, sou um grande fã de biografias de roqueiros e, eu li biografias do The Police, do Guns 'N Roses, do...
Pierre: Até mesmo o Green Day foi odiado.Jeff: Cara, você devia ler as críticas que essas bandas estão recebendo. "Apetite Para Destruição". O do Led Zeppelin foi acabado!
Pierre: É praticamente uma boa coisa ter uma má crítica. Se você tem uma boa crítica, muitas vezes não é algo bom.
Jeff: Yeah, tem alguma coisa entre os jornalistas.. Acho que é importane para os jornalistas fazerem manchetes e, uma boa crítica passa despercebida no jornal.
Pierre: E não é original um crítico dizer "O disco do Simple Plan é demais!". Eles se sentem muito melhores falando que "O álbum do Radiohead é demais", é o natural das bestas.
David: Talvez eles escrevessem uma crítica diferente se nós fossemos uma banda nova com um novo diferente.
Pierre: É isso que eu acho que faz uma grande diferença também. Se nós tivessemos vindo com esse CD e não nos chamássesmos Simple Plan, seria... qualquer coisa, The Post, talvez eles escrevessem algo diferente. Creio que muitas pessoas têm preconceito sobre quem nós somos. O que eu gosto é que tem uma grande revista nos Estados Unidos chamada Alternative Press, que é uma grande revista alternativa lá, eles normalmente não odeiam bandas como nós, eles normalmente não falam merdas sobre bandas como nós. O cara foi empregado, um crítico foi empregado naquela revista para falar sobre discos, nos deu quatro ou cinco estrelas, e disse que nós somos a banda mais consciente da nossa geração. E que eu acredito, eu não quero crescer mas isso é o que está acontecendo atualmente. Acho que você pode gostar da nossa banda ou pode odiar nossa banda. Mas a única coisa que eu posso dizer é que eu realmente acho que nós temos boas músicas e, temos músicas que as pessoas conseguem se conectar. Elas podem não se conectar com um crítico, mas você não pode dizer que não há nada bom. Na minha opinião é um álbum muito bom!

Como a responsabilidade afeta vocês como um banda?
David: Eu estou muito feliz em tocar em shows com ingressos esgotaos, para ser honesto.
Pierre: Yeah, seria uma droga se tivessemos péssimas críticas e nenhum fã. Mas nós temos muitos fãs e para falar a verdade, acho que... Claro, não mudaria nada dizer que não gostaríamos de ter uma boa crítica. Acho que sempre se você tem uma boa crítica, é sempre um bom elogio, faz você se sentir bem consigo mesmo. Mas o ponto princial dessa banda desde o primeiro dia que estamos juntos são os fãs. E se eles gostam do álbum, se temos pessoas esperando do lado de fora como agora, esperando pelo nosso show, e estamos esgotados na Europa.. É perfeito demais. É com isso que nós nos importamos!
Jeff: Eu fico feliz que os críticos musicais não são tão importantes quando os críticos da indústria dos filmes. Mesmo porque filmes recebem críticas horríveis toda hora.
Pierre: Você sabe que todas as críticas de filmes eu acho que são mais atuais. Normalmente concordo com as críticas que os filmes recebem. Críticos musicais, eu raramente concordo. Se eu ouvir uma crítica e for tipo "Essa banda é horrível, parece com blá blá blá", eu vou ouví-la!
David: Ou ainda comprar o disco!
Jeff: Há uma falta de inspiração para descrever jornalistas. É tudo sobre criações publicitárias, criações para seguir em frente. E yeah, eu me sinto um pouco ofendido por algumas críticas que eu li no passado, porque eu não acho que eles conseguem representar o que nós estamos fazendo. E eu desejo que as pessoas que estão lendo todas essas críticas possam ao menos ser expostas a coisas verdadeiras, entende?
Pierre: Você sabe o que seria bom? Críticas, deveriam ser re-lidas por cinco jornalistas. Não apenas um, por que apenas uma pessoa? Jornalistas de música são na maioria das vezes aquelas pessoas amarguradas que montaram uma banda quando eram jovens, não foram para frente, e agora estão tipo "Foda-se você, você conseguiu, você vendeu milhões de discos, foda-se, eu vou acabar com você!" (todos dão risada)
Jeff: Isso foi engraçado, eu li um jornal em Montreal e no Natal os jornalistas estavam perguntando o nome dos 10 melhores discos de todos os tempos e os 10 melhores de 2007. E para falar a verdade, aconteceu um esmagamento. Eu li o artigo e estava tipo "Wow, você tem um mal gosto, não posso acreditar que você está escrevendo críticas de discos!" Na minha opinião, dois de três jornalistas perdem a credibilidade em uma única vez.
Pierre: Sem ofensas, nós estamos acabando com o seu pessoal! (risos)Não, não, tudo bem.
Jeff: Não não, eu não estou acabando com ninguém, estou falando sobre um certo tipo de jornalistas. Mas foi engraçado, um dos caras ainda estava ouvindo músicas dos anos 70. E isso é tipo.. Bem, por que então você está criticando as músicas atuais? Vá a uma loja de música, compre seus vinis, e nos deixe em paz!
Então se você tivesse na frente do disco e do crítico...
Pierre: Continuaria em frente. Seria melhor (risos).Bem, eu particulamente sou uma grande fã do cenário canadense de música, mesmo porque uma grande parte das minhas bandas favoritas são de Ontário/Quebec.
Quais são suas bandas canadenses favoritas e no momento qual é a melhor banda canadense que ninguém conhece?
Pierre: O Silverstein é bom, ainda.
Jeff: Acho que a mais desconhecida é, sem dúvidas, The Stills.David: Yeah The Stills, mas acho que o Billy Talent é uma das melhores bandas que já saíram do Canadá. Eles são muito diferentes.
Pierre: O que mais tem de bom no Canadá? GOB?
David: GOB é demais. Eu fui dormir a noite passada umas 4h30 da manhã porque estava ouvindo meu disco favorito, Our Lady Peace. Pierre: Yeah, eles são uma boa banda.
David: "Happiness Is Not A Fish That You Can Catch" é um disco demais.
Jeff: A banda que eu não me importo muito, porque acho que eles são bem avaliados, é o The Arcade Fire. Eu gosto muito dessa banda.
David: Têm muitas boas bandas na área de Montreal...
Pierre: Celine Dion, whooh, demais!
Eu vi outro dia que vocês anunciaram que irão tocar no Download Festival este verão, vocês têm planos de participar de todo o circuito do festival também?
David: Nós faremos o festival em Junho. Na verdade iremos a vários festivais em Junho. Iremos participar de um grande na Suécia, tocaremos em Viana..
É um festival também, certo?Acho que é só um show. Já foi até anunciado.
David: Você sabe mais do que eu.
Jeff: Tocaremos em festivais na Alemanha, acho que tem outro na França, com certeza mais um no Reino Unido.. Estaremos em vários.Vocês também se apresentarão no Roskilde Festival?
Jeff: Há muitos comentários sobre isso.
Pierre: Não é nada confirmado. Nós ainda estamos agendando as coisa, então talvez.
Jeff: Várias coisas estão sendo programadas enquanto nós estamos aqui conversando.
David: Nós queremos fazer o máximo que podemos em menos tempo possível, você sabe
Para mim está bom. Obrigado pela entrevista. Se vocês pudessem dizer apenas uma coisa para todos os fãs do Simple Plan no final dessa entrevista, o que seria?
Pierre: Obrigado pelo apoio. Nós estávamos afastados, passamos muito tempo fazendo esse novo CD, e é ótimo ver que agora que voltamos as pessoas ainda se importam conosco, as pessoas não nos esqueceram, então muito obrigado à todos nossos fãs.
David: E nós voltaremos o quanto vocês ainda venham à nossos shows







































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